O ministro do STF, Edson Fachin, autorizou a abertura de inquérito para investigar o presidente do PP, senador Ciro Nogueira, os executivos da J&F Joesley Batista e Ricardo Saud e o ex-ministro e atual prefeito de Araraquara, Edinho Silva(PT).
![]() |
| Ciro Nogueira |
Fachin atendeu a pedido da Procuradoria Geral da República, que quer apurar o envolvimento dos quatro em crimes de corrupção e lavagem de dinheiro. Conforme a PGR, o objetivo é investigar suposto pagamento de propina a Ciro Nogueira em 2014, para que o partido apoiasse o PT, e em 2016, para que o PP não apoiasse o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff.
Segundo Joesley e Saud, o PP recebeu valores para integrar a coligação do PT nas eleições de 2014. O dinheiro teria sido repassado por meio de doações eleitorais oficiais ao PP, além de R$ 2,5 milhões em dinheiro, por meio de um supermercado do Piauí. O valor total repassado teria sido de R$ 43 milhões. Quem aprovava os pedidos era o ministro Edinho Silva, segundo as delações.
O empresário Joesley Batista disse, segundo a PGR, que após a saída do PMDB do governo Dilma, em março de 2016, Ciro atendeu pedido para adiar decisão do PP sobre saída do governo. O valor acertado teria sido de R$ 8 milhões. Joesley afirmou que Saud repassou a Ciro Nogueira uma mala com R$ 500 mil.

























