O Banco Central divulgou ontem(16) o resultado do IBC-Br (Índice de Atividade Econômica), indicador do BC (Banco Central) conhecido por antecipar o desempenho do PIB (Produto Interno Bruto), a soma de todos os bens e serviços finais produzidos no país. Segundo o BC, o atividade econômica brasileira surpreendeu ao crescer 0,60% em fevereiro, as expectativas do mercado era de um crescimento de 0,47%, segundo pesquisa da Reuters.

Com mais esse resultado positivo, fevereiro foi o quinto mês consecutivo de crescimento da economia registrado pelo IBC-Br, o que levou o IBC-Br aos 110,9 pontos na série dessazonalizada (livre de influências sazonais), um recorde. É o resultado mais elevado da série histórica do índice do BC iniciada em janeiro de 2003, antes o recorde era de abril de 2025 (110,5 pontos).
A indústria foi a principal responsável pelo crescimento acima do esperado ao crescer 1,18%, serviços(0,29%) e agropecuária(0,23%) também registraram crescimento.

A atividade econômica cresceu 1,1% no trimestre encerrado em fevereiro. O crescimento em questão, sem o ajuste sazonal, foi estimulado pela agropecuária (+1,8%) e acompanhado pelos desempenhos também positivos dos serviços (+1,1%) e da indústria (+1%). Em 12 meses, até fevereiro, o crescimento acumulado foi de 1,9%. A variação, também sem ajuste, foi impulsionada pela alta de 9,7% da agropecuária. No período, também houve crescimento do volume de serviços prestados (+1,9%) e da atividade industrial (+0,8%).
O IBC-Br é calculado a partir de uma base similar à do IBGE. Com divulgações mensais, a coleta de dados do Banco Central é classificada como a “prévia do PIB” por antecipar o andamento da atividade econômica. Já o IBGE divulga os dados do PIB apenas a cada período de 3 meses. O IBC-Br é tão semelhante ao resultado calculado pelo IBGE que a diferença em relação ao PIB de 2025 foi de apenas 0,2 ponto percentual. Enquanto o IBGE mostrou crescimento de 2,3%, o IBC-Br indicou 2,5%, ambos os resultados ainda podem ser revisados.




















